Irã descarta acordo iminente com EUA e mantém bloqueio no Estreito de Ormuz em meio a negociações
O Irã afirmou nesta segunda-feira (25) que não há acordo próximo com os Estados Unidos para encerrar a guerra no Oriente Médio, apesar de avanços nas negociações. O conflito, iniciado em 28 de fevereiro com ataques dos EUA e Israel ao Irã, resultou no fechamento do Estreito de Ormuz e em bombardeios regionais. Embora um cessar-fogo militar esteja em vigor desde 8 de abril, o Irã mantém o bloqueio à navegação no estreito, e os EUA continuam restringindo o acesso aos portos iranianos.
Contexto do conflito e impactos regionais
A guerra entre Estados Unidos e Irã, desencadeada por ataques em 28 de fevereiro, provocou o fechamento *de facto* do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais críticas para o transporte de petróleo. O conflito também resultou em bombardeios iranianos contra países vizinhos e em um aumento significativo nos preços globais de energia. Apesar de um cessar-fogo militar em vigor desde 8 de abril, as tensões persistem, com o Irã mantendo o bloqueio à navegação no estreito e os EUA impedindo o acesso aos portos iranianos.
Negociações diplomáticas e declarações recentes
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, sugeriu em Nova Délhi que um acordo poderia estar próximo, mas o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã negou essa possibilidade, afirmando que 'ninguém pode sustentar' tal previsão. O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, que atua como mediador nas negociações, reuniu-se com o presidente da China, Xi Jinping, em Pequim, em um esforço para avançar as conversas. Enquanto isso, um petroleiro com destino ao Japão tornou-se o primeiro a transitar pelo Estreito de Ormuz desde o início do conflito, sinalizando uma possível flexibilização parcial das restrições.