Vice-prefeito de Trajano de Moraes (RJ) é acusado de fraudar casamento para receber pensão de quase R$ 5 milhões
A Justiça do Rio de Janeiro bloqueou os bens de Hélio Luiz Fazoli, vice-prefeito de Trajano de Moraes, após acusação de forjar união estável com uma ex-procuradora do estado para receber pensão. O esquema teria rendido quase R$ 5 milhões ao político, que obteve procuração para movimentar as contas da vítima após a formalização da relação.
Esquema de fraude descoberto
Hélio Luiz Fazoli, vice-prefeito de Trajano de Moraes (RJ), é acusado de forjar uma união estável com Ângela Marília de Moraes Peçanha, ex-procuradora do estado do Rio de Janeiro, com o objetivo de receber sua pensão após a morte dela. A relação teria sido formalizada em cartório em 2014, dez meses após o divórcio de Fazoli com a sobrinha de Ângela, Adriana Canes Peçanha. No mesmo dia da união estável, Fazoli obteve uma procuração que lhe dava amplos poderes sobre as finanças da ex-procuradora. Ângela faleceu em 2017, e o político passou a receber uma pensão mensal de quase R$ 50 mil do Rioprevidência, fundo de previdência dos servidores estaduais. O INSS, no entanto, rejeitou o pedido de pensão.
Detalhes da investigação
O Ministério Público do Rio de Janeiro classificou a relação como uma farsa, destacando a ausência de provas concretas de convivência entre Fazoli e Ângela, como fotos ou registros de cerimônia. A ex-procuradora, nascida em 1931, vivia sozinha em uma fazenda e não tinha filhos. Após a morte de Ângela, Fazoli teria embolsado cerca de R$ 5 milhões em pensões. A Justiça determinou o bloqueio de seus bens como medida cautelar. O caso foi revelado em reportagem do Fantástico em parceria com a GloboNews.