Irã condiciona diálogo com EUA à renúncia de 'linguagem da força' e critica política de pressão máxima
O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que o Irã está disposto a negociar um cessar-fogo com os Estados Unidos, mas apenas se Washington abandonar a 'linguagem da força' e a política de 'pressão máxima'. Pezeshkian destacou que ameaças militares e intimidações inviabilizam qualquer avanço diplomático e lembrou ataques sofridos pelo Irã durante negociações anteriores. Em suas redes sociais, reforçou que o país não se submeterá a pressões, citando rendição apenas ao 'Todo-Poderoso'.
Contexto da guerra e posição iraniana
A guerra entre Irã e Estados Unidos teve início em 28 de fevereiro de 2026, com o Irã acusando Washington de adotar uma política de 'pressão máxima' que impede negociações. Em conversa telefônica com o primeiro-ministro do Iraque, Ali Faleh al Zaydi, o presidente Masoud Pezeshkian afirmou que o diálogo só será possível se os EUA abandonarem a 'linguagem da força'. Pezeshkian citou ataques sofridos pelo Irã durante negociações anteriores como exemplo da falta de confiança nas intenções americanas. Segundo ele, o Irã está disposto a dialogar dentro das normas do direito internacional, mas não aceitará intimidações.
Declarações públicas e postura religiosa
Em suas redes sociais, Pezeshkian reforçou a posição iraniana, declarando que o país 'já se rendeu ao Todo-Poderoso' e não se submeterá a nenhuma outra força. Ele enfatizou que os 'seguidores da escola xiita' não podem ser forçados à rendição, mesmo sob ameaças militares. O presidente também expressou a intenção de resolver divergências regionais e estabelecer mecanismos de cooperação, mas condicionou qualquer avanço à mudança de postura dos EUA.