Líbano exige retirada total de tropas israelenses para acordo de paz e rejeita zona tampão
O primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, afirmou que não assinará nenhum acordo de paz que não inclua a retirada completa das Forças de Defesa de Israel (IDF) do território libanês. As declarações foram feitas antes de nova rodada de negociações em Washington, onde se discute a suspensão de demolições em vilarejos do sul do Líbano e a extensão do cessar-fogo temporário. O Hezbollah, movimento de resistência pró-iraniano, não foi incluído nas cláusulas do acordo atual.
Negociações em Washington e posição libanesa
Nawaf Salam declarou ao Washington Post que o Líbano não aceitará a criação de uma 'zona tampão' controlada por Israel, que impediria o retorno de deslocados libaneses e a reconstrução de vilarejos destruídos. O cessar-fogo de dez dias, em vigor desde 17 de abril, está prestes a expirar no domingo (26/04). Apesar da trégua, tropas israelenses continuam atuando no sul do Líbano, com o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, instruindo o Exército a usar 'toda a sua força' em caso de ameaça, sob alegação de 'direito de autodefesa'. Salam destacou que os Estados Unidos têm influência sobre Israel e espera que continuem a exercê-la para garantir avanços nas negociações.
Desarmamento do Hezbollah e perspectivas futuras
Sobre a demanda de Israel e países ocidentais pelo desarmamento do Hezbollah, Salam afirmou que se trata de um 'processo' e não de um evento imediato. O movimento de resistência libanês rejeita negociações diretas e não foi incluído nas cláusulas do cessar-fogo atual. As negociações em Washington ocorrem em um contexto de tensões crescentes, com Israel mantendo operações militares no sul do Líbano e o Líbano insistindo na retirada total das tropas israelenses como condição para qualquer acordo.