MPF cobra explicações do Ibama sobre pedidos da Petrobras para novos poços na Foz do Amazonas
O Ministério Público Federal solicitou esclarecimentos ao Ibama sobre a intenção da Petrobras de perfurar três novos poços exploratórios na Bacia da Foz do Amazonas. O órgão questiona a transparência das informações e alerta para os impactos cumulativos sobre a fauna, flora e comunidades tradicionais.
Questionamento sobre licenciamento e impacto ambiental
O Ministério Público Federal (MPF) enviou um ofício ao presidente do Ibama, Jair Schmitt, e à diretora de Licenciamento Ambiental, Claudia Jeanne da Silva Barros, exigindo respostas em cinco dias. O MPF argumenta que a liberação de múltiplas perfurações por meio de simples autorizações pode descumprir normas ambientais e ignorar impactos cumulativos. O órgão destaca que, enquanto a Petrobras e técnicos do Ibama declararam em 2022 que a atividade se restringiria a um único poço por seis meses, documentos internos indicam um cronograma de perfurações entre 2025 e 2029.
Expansão na Margem Equatorial
A Petrobras protocolou o pedido de licença ambiental para a perfuração de três novos poços na Margem Equatorial, na costa do Amapá. A confirmação do pedido foi feita pela diretora Clarice Copetti durante visita a Oiapoque, em 17 de agosto de 2026. O MPF já havia recomendado ao Ibama, em fevereiro de 2026, a suspensão do licenciamento e a análise integrada de todas as perfurações previstas.