Hipertensão arterial: doença silenciosa causa milhares de mortes no Brasil e em Mato Grosso em 2025
O Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial, celebrado em 26 de abril, alerta para os riscos da pressão alta, uma das principais causas de infarto, AVC e insuficiência cardíaca. Em 2025, Mato Grosso registrou 4.635 mortes relacionadas a essas complicações, enquanto o Brasil contabilizou mais de 287 mil óbitos. Especialistas destacam a importância do diagnóstico precoce e do controle da pressão arterial para evitar danos irreversíveis aos órgãos.
Dados alarmantes e impacto da hipertensão
Em 2025, Mato Grosso registrou 4.635 mortes relacionadas a complicações da hipertensão arterial, incluindo infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral (AVC) e insuficiência cardíaca. No cenário nacional, os números são ainda mais preocupantes: 156.981 mortes por infarto e 130.963 por AVC, segundo dados do Ministério da Saúde compilados pela Organização Nacional de Acreditação (ONA). A hipertensão é considerada um fator de risco modificável, o que significa que seu controle pode reduzir significativamente a incidência de doenças cardiovasculares graves.
Diagnóstico precoce e prevenção
A hipertensão arterial é frequentemente assintomática, sendo diagnosticada apenas quando surgem complicações. O médico intensivista Fábio Basílio, membro da ONA, enfatiza que o tempo é crucial no tratamento de infartos e AVCs. "Quanto antes fizermos o diagnóstico e iniciarmos o tratamento, maiores são as chances de salvar vidas", afirma. A jornalista Fernanda Marques Dorta de Oliveira, de 39 anos, descobriu a condição aos 28 anos durante uma consulta por dores estomacais, após o médico identificar pressão alta e encaminhá-la a um cardiologista. Históricos familiares de hipertensão aumentam os riscos, reforçando a necessidade de monitoramento regular.