Médico acusado de tentativa de feminicídio em Belém é solto após prisão preventiva
O médico Felipe Almeida Nunes, réu por tentativa de feminicídio após arrastar a ex-namorada por uma rua no centro de Belém com um carro, foi colocado em liberdade nesta sexta-feira (29). A decisão da Justiça impôs medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de se aproximar da vítima. O caso teve grande repercussão após imagens das agressões serem divulgadas.
Contexto do crime
O episódio ocorreu na rua João Balbi, em Belém, em outubro de 2025. Segundo a denúncia do Ministério Público do Estado do Pará (MPPA), Felipe Almeida Nunes arrastou a então namorada por aproximadamente 250 metros com o carro após uma discussão. A vítima tentou impedir que ele dirigisse sob efeito de álcool, resultando em dentes quebrados, queimaduras e escoriações pelo corpo. O médico foi preso preventivamente logo após o crime e tornou-se réu em novembro de 2025, quando a Justiça aceitou a denúncia por tentativa de feminicídio.
Histórico de violência
Antes do caso de tentativa de feminicídio, Felipe Almeida Nunes já respondia a um processo por violência doméstica e havia sido condenado em primeira instância por divulgação de conteúdo íntimo sem consentimento. As acusações anteriores reforçaram a gravidade das denúncias e contribuíram para a decisão de mantê-lo preso preventivamente até a soltura nesta sexta-feira.
Medidas cautelares
Com a liberdade concedida, o médico deverá cumprir medidas cautelares determinadas pela Justiça, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de se aproximar da vítima. O processo por tentativa de feminicídio continua em tramitação, e o caso segue sob investigação das autoridades paraenses.