Candidato com mais votos pode não ser eleito deputado no Brasil; entenda o sistema eleitoral
No sistema eleitoral brasileiro para deputados, a votação individual de um candidato não é o único fator determinante para a eleição. O desempenho geral do partido ou federação é crucial, com o cálculo do quociente eleitoral definindo o número mínimo de votos necessários para garantir vagas.
Sistema Proporcional e Quociente Eleitoral
O sistema proporcional, utilizado nas eleições para deputados no Brasil, considera o desempenho de partidos e federações em conjunto. Em Mato Grosso, por exemplo, para a eleição de deputados federais em 2022, o quociente eleitoral foi de 216.284 votos para a divisão das oito vagas disponíveis. Mesmo com 124.671 votos, Rosa Neide (PT) não foi reeleita pois a federação da qual fazia parte não atingiu esse patamar mínimo de votos somados. Em São Paulo, José Serra (PSDB) obteve 88.926 votos, mas não foi eleito, enquanto Tiririca (PL) conquistou uma vaga com 71.754 votos. A diferença ocorreu devido ao desempenho total dos partidos. O PL alcançou votação suficiente para garantir múltiplas cadeiras, permitindo que seus candidatos mais votados, mesmo com menos votos individuais, fossem eleitos. O PSDB, com menor votação total, obteve menos cadeiras, resultando na não eleição de Serra.