Escritora Sheila Heti lança 'Diários Alfabéticos', obra que reorganiza dez anos de diários em ordem alfabética
A autora canadense Sheila Heti transforma seus diários pessoais, escritos ao longo de uma década, em uma obra literária experimental. 'Diários Alfabéticos' (2026) reordena frases dos diários em sequência alfabética, da letra A à Z, inspirando-se em técnicas do grupo Oulipo, como as de Georges Perec e Raymond Queneau. A tradução para o italiano é assinada por Federica Aceto.
Processo criativo e inspiração
Sheila Heti desconstruiu seus diários pessoais, compostos diariamente por dez anos, e os reorganizou em ordem alfabética. Cada frase foi agrupada de acordo com a letra inicial, criando um texto inédito até mesmo para a autora. O método foi inspirado no grupo literário Oulipo, conhecido por experimentações com restrições formais, como as obras de Georges Perec e Raymond Queneau. Heti já havia explorado a introspecção em obras anteriores, como 'Cor Puro' (2024) e 'A Pessoa Ideal, Como Deveria Ser?' (2013).
Recepção e impacto da obra
A obra 'Diários Alfabéticos' surpreende pela assertividade das frases, que assumem um tom quase sentencioso. O livro revela novas nuances ao reorganizar o material original, permitindo uma leitura que transcende a cronologia tradicional dos diários. A tradução para o italiano, realizada por Federica Aceto, mantém a precisão e a acurácia do texto original. A autora expressa curiosidade sobre a própria reação ao reler seu trabalho sob essa nova perspectiva.