Médico militar dos EUA deixa Forças Armadas após ataques ao Irã e busca status de objetor de consciência
O médico militar Taylor Highland decidiu abandonar as Forças Armadas dos EUA após o início dos ataques ao Irã, há quase seis meses, motivado pelo impacto de um míssil que atingiu uma escola de meninas no sul do país, matando mais de 150 pessoas. Highland agora busca reconhecimento como objetor de consciência, alegando que os danos a civis e militares em conflitos passaram a ser tratados de forma banal.
Aumento de pedidos de desligamento entre militares
Taylor Highland, médico do Exército dos EUA há dez anos, afirmou em entrevista à emissora pública alemã ARD que passou a questionar o papel de sua profissão dentro da estrutura militar americana após os ataques ao Irã. Ele busca agora o reconhecimento formal como objetor de consciência, direito legal de recusar o serviço militar com base em convicções éticas, morais ou religiosas. Highland relatou que os danos causados a civis e militares em conflitos passaram a ser tratados de forma banal, o que o levou a reconsiderar sua participação nas Forças Armadas. Segundo ele, o objetivo de seu trabalho era ajudar pessoas a se recuperarem para que pudessem voltar a combater ou serem alvejadas novamente.
Organizações registram alta na procura por informações
Embora os EUA não divulguem números oficiais sobre pedidos de desligamento por objeção de consciência, Highland afirmou conhecer ao menos 12 pessoas que seguiram o mesmo caminho. A organização americana GI Rights Hotline, que orienta militares sobre seus direitos, registrou um aumento expressivo na procura por informações sobre como deixar o serviço. Em março de 2026, primeiro mês do conflito, a entidade recebeu 80 novos casos, o dobro do que costuma registrar em um ano inteiro. O que antes se limitava a alguns contatos por semana se transformou em demandas diárias.