Guerra na Ucrânia entra no 5º ano com intensificação de ataques aéreos e civis como principais vítimas
Conflito entre Rússia e Ucrânia se transforma em 'guerra de drones' com bombardeios constantes em cidades de ambos os países. Civis são as maiores vítimas, com julho de 2026 registrando o mês mais letal desde março de 2022. Ataques aéreos profundos podem definir o rumo do conflito nos próximos meses, segundo especialistas.
Escalada dos ataques aéreos e impacto sobre civis
A guerra entre Rússia e Ucrânia, que completou cinco anos em 2026, intensificou os bombardeios contra cidades de ambos os lados, transformando o conflito em uma 'guerra de drones'. Segundo o Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS), a estagnação da linha de frente terrestre levou os dois países a priorizarem ataques aéreos para infligir danos materiais e simbólicos ao inimigo. O CSIS alerta que essa estratégia pode definir um acordo nos próximos seis meses, mas tem como principal consequência o aumento de vítimas civis. Julho de 2026 foi o mês mais letal para civis na Ucrânia desde março de 2022, segundo o Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários (Ocha). Na primeira metade do ano, cerca de 1,4 mil civis morreram e outros oito mil ficaram feridos devido a bombardeios russos, números 34% maiores que em 2025 e 114% superiores a 2024. Desde o início da guerra, 16,4 mil civis foram mortos e 48,6 mil ficaram feridos, com armas de longo alcance (mísseis e drones) sendo a principal causa de mortes em julho.
Estratégias militares e perspectivas futuras
A corrida pela supremacia aérea entre Rússia e Ucrânia reflete uma mudança tática no conflito, onde ataques profundos em território inimigo ganharam relevância. O CSIS destaca que, embora o campo de batalha terrestre permaneça importante, os bombardeios em regiões distantes das frentes de combate são agora a principal linha de confronto. Essa estratégia visa enfraquecer a capacidade logística e moral do adversário, mas tem gerado acusações mútuas de terrorismo. A Ucrânia e a Rússia têm utilizado drones e mísseis para atingir alvos civis e infraestruturas críticas, como hospitais, escolas e áreas residenciais. A escalada dos ataques aéreos, segundo analistas, pode acelerar negociações de paz ou levar a uma nova fase de destruição generalizada, com consequências humanitárias ainda mais graves.