Juíza rejeita processo de US$ 100 milhões de Diddy contra Peacock por documentário sobre sua vida
O rapper e produtor Sean 'Diddy' Combs teve seu processo de US$ 100 milhões por difamação contra a Peacock e a NBCUniversal rejeitado por uma juíza de Nova York. O processo questionava o documentário 'The Making of a Bad Boy', que sugere envolvimento de Diddy em mortes de pessoas próximas, incluindo The Notorious B.I.G. e Kim Porter. A juíza Phaedra F. Perry-Bond afirmou que o documentário apresenta múltiplas perspectivas e informações objetivas, permitindo que o público tire suas próprias conclusões.
Contexto do processo
Sean 'Diddy' Combs entrou com uma ação judicial contra a Peacock e a NBCUniversal em 2025, alegando que o documentário 'The Making of a Bad Boy' promovia uma 'narrativa falsa' de que ele teria participação nas mortes de figuras próximas, como The Notorious B.I.G., Kim Porter (mãe de seus filhos), o executivo musical Andre Harrell e o rapper Heavy D. O processo buscava uma indenização de US$ 100 milhões por danos à sua reputação.
Decisão judicial
A juíza Phaedra F. Perry-Bond, de Nova York, rejeitou o processo, argumentando que o documentário não se enquadra em 'jornalismo grosseiramente irresponsável'. Segundo a decisão, o conteúdo apresenta uma abordagem 'cuidadosamente curada e matizada', incluindo depoimentos com vieses explícitos e contra-argumentos às alegações potencialmente difamatórias. A juíza destacou que o documentário oferece 'inúmeros pontos de vista, juntamente com informações objetivas', permitindo que os espectadores formem suas próprias conclusões.
Depoimentos polêmicos
No documentário, o músico Al B. Sure! teorizou que Diddy teria matado Kim Porter, Andre Harrell e Heavy D para evitar que divulgassem informações negativas sobre ele. Outros depoimentos também exploraram as circunstâncias das mortes, mas a juíza considerou que o material não ultrapassou os limites do jornalismo responsável.