Samsung registra lucro operacional recorde de US$ 58,7 bilhões no segundo trimestre de 2026, mas ações despencam
A Samsung Electronics divulgou projeção de lucro operacional recorde de 89,4 trilhões de wons sul-coreanos (US$ 58,7 bilhões) para o segundo trimestre de 2026, impulsionado pela demanda por chips de memória para IA. Apesar do resultado, as ações da empresa caíram até 10%, refletindo preocupações dos investidores com a sustentabilidade do crescimento no setor de semicondutores.
Demanda por chips de IA impulsiona resultados, mas mercado exige mais
A Samsung Electronics anunciou um lucro operacional estimado em 89,4 trilhões de wons (US$ 58,7 bilhões) para o segundo trimestre de 2026, um aumento de quase 19 vezes em relação ao mesmo período do ano anterior. A receita projetada é de 171 trilhões de wons, mais que o dobro do registrado em 2025. O desempenho foi impulsionado pela forte demanda por chips de memória especializados, essenciais para o treinamento e operação de modelos de inteligência artificial. No entanto, as ações da empresa fecharam em queda de 7%, arrastando o índice Kospi para uma perda de quase 5%. A rival SK Hynix também registrou queda de 6%. Analistas atribuem a reação negativa à preocupação dos investidores com a possibilidade de superoferta no mercado de memória, caso a produção aumente agressivamente nos próximos trimestres.
Expectativas elevadas e riscos de supercapacidade preocupam investidores
Embora a demanda por chips de memória para IA continue forte, o mercado passou a exigir sinais mais claros de sustentabilidade no crescimento. Charu Chanana, estrategista-chefe de investimentos da Saxo, destacou que os investidores agora buscam orientações confiáveis sobre preços, poder de precificação duradouro e indícios de que o boom da IA não está próximo do pico. "A questão não é mais se a demanda por memória é forte, mas se a escassez de hoje pode se transformar em um problema de supercapacidade amanhã", afirmou Chanana. A Samsung reforçou a robustez da demanda por chips de IA, mas a incerteza sobre o equilíbrio futuro entre oferta e demanda pesou sobre as ações.