Autora quase se tornou policial do NYPD em 2003 e reflete sobre copaganda, pinkwashing e barreiras para LGBTQIA+ na corporação
Em 2003, uma autora cogitou ingressar no NYPD após dificuldades profissionais, mas enfrentou resistência familiar devido à sua orientação sexual. Na época, a política 'Don’t Ask, Don’t Tell' ainda vigorava nas Forças Armadas dos EUA, mas não havia restrições formais para LGBTQIA+ na polícia de Nova York. A autora destaca contradições na imagem progressista da corporação, que participava de paradas do orgulho gay, enquanto casos de violência policial contra minorias persistiam.
Contexto familiar e motivações pessoais
A autora relata que, em 2003, após a morte do pai e sem perspectivas profissionais, considerou se candidatar à Polícia de Nova York (NYPD). Sua mãe reagiu com alívio (pela possibilidade de emprego), choque (pela mudança drástica) e medo (pela sua orientação sexual). Na época, a política 'Don’t Ask, Don’t Tell' (DADT), implementada em 1993, proibia militares de servirem abertamente como LGBTQIA+, resultando em mais de 13 mil expulsões até 2003. Embora o NYPD não tivesse restrições semelhantes, a autora reconhece que sua personalidade não seria adequada para a função.
NYPD e a imagem de inclusão
A autora menciona que o NYPD, apesar de ter sido alvo de protestos durante a Revolta de Stonewall em 1969 (quando a polícia invadiu um bar frequentado por LGBTQIA+), buscava se apresentar como uma instituição progressista. A corporação não apenas protegia a Parada do Orgulho LGBTQIA+ de Nova York, mas também contava com policiais gays e até mesmo seu comissário participando do evento. No entanto, a autora questiona a autenticidade dessa imagem, especialmente diante de casos de violência policial contra minorias, como o assassinato de pessoas negras por policiais.