Midjourney exige que estúdios de Hollywood revelem uso de IA em produções cinematográficas
A plataforma Midjourney solicitou à Justiça dos EUA que obrigue grandes estúdios de Hollywood, como Disney, Universal e Warner, a divulgar como utilizam inteligência artificial em filmes, séries e marketing. A medida faz parte da defesa da empresa em processo movido por violação de direitos autorais envolvendo personagens de franquias como 'Frozen' e 'Star Wars'.
Contexto do processo judicial
O processo contra o Midjourney foi aberto em junho de 2025 pela Disney e Universal, com a Warner Bros. se juntando posteriormente. As empresas acusam a plataforma de permitir a criação de versões não autorizadas de personagens protegidos por direitos autorais. O Midjourney, por sua vez, alega que o uso de materiais protegidos se enquadra na doutrina de 'uso justo' (fair use) da legislação estadunidense e busca provar que a indústria cinematográfica também adota práticas semelhantes.
Pedido de acesso a documentos
Inicialmente, o juiz responsável pelo caso determinou que os estúdios entregassem documentos relacionados ao uso de IA voltado ao consumidor final. No entanto, o Midjourney argumenta que essa limitação permite aos estúdios omitir informações relevantes. A plataforma solicitou acesso a uma gama mais ampla de materiais, incluindo registros sobre o uso interno de IA em diferentes etapas da produção cinematográfica e publicitária.
Posição financeira do Midjourney
Segundo documentos apresentados no processo, o Midjourney atingiu um lucro de US$ 300 milhões (aproximadamente R$ 1,5 bilhão) em 2024. A plataforma se popularizou entre 2021 e 2022, antes do lançamento de modelos comerciais de IA para geração de imagens pela OpenAI e Google.