Anvisa aprova uso precoce de terapia com Enhertu para câncer de mama HER2-positivo com doença residual
A Anvisa aprovou uma nova indicação para o medicamento Enhertu (trastuzumabe deruxtecana), permitindo seu uso mais cedo no tratamento de pacientes com câncer de mama HER2-positivo inicial que apresentam doença invasiva residual após quimioterapia, terapia-alvo e cirurgia. Estudo clínico demonstrou redução de 53% no risco de recorrência invasiva ou morte.
Detalhes da aprovação e indicação
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a ampliação do uso do medicamento Enhertu (trastuzumabe deruxtecana) para pacientes com câncer de mama HER2-positivo inicial que apresentam doença invasiva residual. Essa condição é identificada quando células cancerígenas persistem no tecido retirado durante a cirurgia, mesmo após tratamentos prévios como quimioterapia, terapia-alvo e cirurgia. Segundo a Anvisa, até 25% dos pacientes com doença residual podem ter recidiva em até 10 anos. A nova indicação visa reduzir esse risco e aumentar as chances de cura.
Benefícios comprovados em estudo clínico
A aprovação foi baseada em um estudo clínico que demonstrou uma redução de 53% no risco de recorrência invasiva ou morte com o uso do Enhertu. Além disso, o medicamento proporcionou melhora na sobrevida livre de doença, um indicador que avalia o período sem sinais de retorno do câncer. O oncologista Stephen Stefani, do Grupo Oncoclínicas e da Americas Health Foundation, destacou que o Enhertu já era utilizado em casos de tumores HER2-positivos avançados, mas agora passa a ser indicado em uma fase anterior, com foco em aumentar as taxas de cura.