Surto de caxumba avança em São Paulo com queda recorde na vacinação infantil
Regiões de Piracicaba e Campinas registram aumento de até 39% nos casos de caxumba em 2025, impulsionado pela queda de 9% na aplicação da vacina tríplice viral. Dados da Secretaria de Saúde do Estado revelam que crianças e adolescentes são os mais afetados, com risco de complicações graves como esterilidade.
Aumento de casos e queda vacinal
A região de Piracicaba (SP) registrou um aumento de 39% nos atendimentos por caxumba na rede pública de saúde em 2025, comparado a 2024, saltando de 387 para 538 casos. No primeiro trimestre de 2026, já foram contabilizados 103 casos. A regional de Campinas também apresentou alta de 36,2% no mesmo período, com 98 registros neste início de ano. A queda na vacinação é apontada como principal causa: em 2024, foram aplicadas 1.075.843 doses da tríplice viral no estado, número que caiu para 983.288 em 2025 e 305.265 até maio de 2026.
Riscos e conscientização
A pediatra Marianna Hufnagel alerta que a caxumba pode causar complicações graves, como inflamação nos testículos (orquite) em meninos e nos ovários (ooforite) em meninas, com risco de esterilidade. Apesar da queda na vacinação, algumas famílias mantêm a caderneta em dia, como a empreendedora Thaís Tardelli, que vacinou a filha Ayoluwa, de 1 ano e 9 meses, e João Pedro Lopes Giménez, de 7 anos, que já recebeu as duas doses da tríplice viral.