Família neozelandesa compartilha lições após mudança para o Japão em 2023: erros e acertos na preparação
Uma família da Nova Zelândia que se mudou para o Japão em 2023 após oito anos de planejamento detalha os erros e acertos na preparação para a mudança. Entre os principais pontos, destacam-se a falta de exploração prévia de bairros residenciais e a ausência de uma rede de contatos locais antes da chegada.
Planejamento logístico não garantiu adaptação à vida cotidiana
Kerri King, que liderou a mudança da família da Nova Zelândia para o Japão em 2023, afirmou que, apesar de oito anos de planejamento detalhado — cobrindo vistos, escolas, finanças, saúde e até o aprendizado do idioma local —, a preparação focou apenas na logística da mudança, e não na realidade do dia a dia no país. "Mapeamos cada detalhe antes de sair da Nova Zelândia, mas agora percebo que nos preparamos para chegar aqui, não para viver aqui", disse King.
Exploração limitada antes da mudança restringiu visão sobre opções de moradia
A família visitou o Japão três vezes entre 2015 e 2019, mas as viagens foram concentradas em Tóquio e Osaka, com uma breve expansão para Kyoto, Hiroshima, Okayama e Kobe na última visita. King revelou que só após se mudar percebeu a diversidade de estilos de vida em cidades como Fukuoka, Beppu, Nagoya e até mesmo Kobe, que inicialmente descartou como opção. "Fukuoka é vibrante e internacional, sem os altos custos de Tóquio. Beppu é pequena e tranquila, apesar das fontes termais famosas. Nagoya tem muitas atividades para crianças", exemplificou.
Falta de rede de contatos e teste de bairros residenciais antes da mudança
King destacou dois pontos críticos que a família não considerou antes da mudança: a construção de uma rede de contatos locais e a experiência de viver em bairros residenciais antes de decidir onde morar. "Não tínhamos amigos ou conhecidos no Japão antes de chegar, o que tornou os primeiros meses mais desafiadores. Além disso, não testamos como seria viver em diferentes bairros, algo que só descobrimos após a mudança", afirmou. Ela recomendou que famílias em processo de mudança passem temporadas em áreas residenciais para avaliar infraestrutura, acesso a serviços e qualidade de vida.