Elon Musk ignora convocação da Justiça francesa para depor sobre investigação contra rede social X
Elon Musk não compareceu a uma oitiva voluntária convocada pela Justiça francesa em investigação sobre alegações de uso do algoritmo do X para interferir na política do país. A promotoria de Paris confirmou a ausência do bilionário e de Linda Yaccarino, ex-diretora-geral da plataforma, mas afirmou que as investigações continuarão. O inquérito também apura cumplicidade na divulgação de pornografia infantil e uso do assistente de IA Grok para gerar conteúdos negacionistas e imagens falsas.
Contexto da investigação
A investigação contra a rede social X, de Elon Musk, foi iniciada em janeiro de 2025 pela Justiça francesa. O inquérito apura alegações de que o algoritmo da plataforma teria sido utilizado para interferir na política francesa, além de outros supostos crimes, como a cumplicidade na divulgação de pornografia infantil. Em fevereiro de 2026, autoridades realizaram buscas nos escritórios do X em Paris, e tanto Musk quanto Linda Yaccarino, ex-diretora-geral da empresa, foram convocados para depor voluntariamente. Outros funcionários da plataforma também foram chamados como testemunhas.
Uso do assistente de IA Grok
O assistente de IA Grok, incorporado à rede social X, foi alvo de críticas após ser usado para gerar e divulgar conteúdos negacionistas e imagens falsas de caráter sexual. Segundo dados citados pela promotoria, cerca de 3 milhões de imagens sexualizadas foram geradas na plataforma em apenas 11 dias. O Grok também foi utilizado para sexualizar imagens de mulheres e crianças por meio de instruções simples, o que levou a uma reação internacional contra a ferramenta.
Reação da plataforma e autoridades
A rede social X negou qualquer irregularidade e classificou a ação da Justiça francesa como 'abusiva'. Elon Musk, semanas antes da oitiva, utilizou a própria plataforma para insultar as autoridades francesas. Apesar da ausência de Musk e Yaccarino, o Ministério Público de Paris afirmou que a continuidade das investigações não será prejudicada, uma vez que não há autoridade para obrigar o comparecimento forçado à oitiva.