Falha crítica no Chromium transforma navegadores em botnets sem interação do usuário
Pesquisadora de segurança revela vulnerabilidade no Chromium que permite sequestro silencioso de navegadores como Chrome e Edge. A falha, reportada ao Google em 2022, permanece sem correção após 29 meses e pode transformar dispositivos em redes de bots para ataques DDoS ou proxy de tráfego.
Detalhes da vulnerabilidade
A falha explora o recurso *Browser Fetch*, originalmente projetado para downloads em segundo plano e manutenção de conexões persistentes. Segundo a pesquisadora Lyra Rebane, o exploit permite que sites maliciosos sequestrem navegadores sem exigir downloads, pop-ups ou interação do usuário. A vulnerabilidade foi classificada internamente pelo Google como *S1*, indicando gravidade máxima, mas permanece sem correção desde o relato em 2022. O código de prova de conceito já está disponível publicamente, aumentando os riscos de exploração em larga escala.
Riscos e impactos
A exploração da falha pode transformar navegadores em *botnets leves*, capazes de redirecionar tráfego para ataques de negação de serviço distribuído (DDoS) ou atuar como proxies para atividades ilícitas. Usuários de Chrome, Edge e outros navegadores baseados em Chromium estão expostos, mesmo sem clicar em links suspeitos ou instalar extensões maliciosas. A ausência de correção após quase três anos levanta preocupações sobre a priorização de segurança pela Google.