Argentina sob Milei é classificada entre os 10 piores países para trabalhadores em 2026
A Argentina, sob o governo de Javier Milei, foi rebaixada para a Categoria 5 no Índice Global dos Direitos 2026, ocupando o grupo dos dez piores países para trabalhadores. O relatório da Confederação Sindical Internacional (CSI) aponta retrocessos sem precedentes em direitos trabalhistas e sindicais, incluindo restrições ao direito de greve e negociação coletiva. Centrais sindicais argentinas denunciaram o governo à Organização Internacional do Trabalho (OIT).
Retrocesso histórico em direitos trabalhistas
A Argentina foi incluída pela primeira vez na Categoria 5 do Índice Global dos Direitos 2026, a mais baixa da classificação da Confederação Sindical Internacional (CSI). O país agora figura ao lado de nações como Egito, Turquia, Bielorrússia e Mianmar, onde os direitos fundamentais dos trabalhadores 'não são garantidos'. O rebaixamento ocorreu em apenas dois anos de gestão do presidente Javier Milei, marcando um dos retrocessos mais acentuados já registrados pelo levantamento. A CSI atribui a queda à implementação de medidas 'radicalmente antissindicais' e ao incentivo a cortes de pessoal e dificuldades na organização dos trabalhadores por parte de empresas privadas.
Denúncia à OIT e alerta global
As duas principais centrais sindicais argentinas, a Confederação Geral do Trabalho (CGT) e a CTA, apresentaram uma denúncia formal à Organização Internacional do Trabalho (OIT) em Genebra, com apoio da Confederação Sindical das Américas. O relatório da CSI também destaca uma tendência global de enfraquecimento democrático, com Luc Triangle, secretário-geral da entidade, alertando para um 'golpe de Estado dos multimilionários contra a democracia'. O governo Milei é acusado de restringir o direito de greve e a negociação coletiva, agravando a situação dos trabalhadores no país.