Paramount enfrenta pedido de suspensão de fusão com Warner Bros. por 60 dias nos EUA
O procurador-geral do estado de Oregon, Dan Rayfield, solicitou à Justiça a suspensão por 60 dias da fusão de US$ 110 bilhões entre a Paramount e a Warner Bros. Alegando retenção de documentos sobre lobby e esforços regulatórios, o estado busca analisar registros do 'Project Warrior' e possíveis influências no governo Trump. A Paramount nega irregularidades e afirma que a operação é legal e favorável à concorrência.
Contexto da fusão e pedido de suspensão
A Paramount Global anunciou uma proposta de aquisição da Warner Bros. Discovery no valor de US$ 110 bilhões, mas enfrenta resistência regulatória. O procurador-geral do Oregon, Dan Rayfield, solicitou à Justiça a suspensão do acordo por 60 dias, alegando que a Paramount reteve documentos essenciais para análise antitruste. O estado argumenta que os moradores têm interesse direto na operação, impactando a indústria cinematográfica local, a economia e as opções de consumo. A Paramount, por sua vez, afirma que já forneceu os documentos relevantes e que a fusão cumpre todas as leis antitruste.
Documentos solicitados e relações políticas
Oregon busca acesso a registros do 'Project Warrior', nome interno dos esforços da Paramount para obter aprovação regulatória da fusão. Além disso, o estado solicita documentos sobre lobby junto ao governo Trump, incluindo possíveis influências de Larry Ellison, pai do CEO da Paramount, David Ellison, e cofundador da Oracle. A relação próxima entre Ellison e o presidente Donald Trump levantou suspeitas sobre interferências políticas. O estado também questiona se a Paramount teve participação na elaboração do comunicado do Departamento de Justiça dos EUA que aprovou a operação.