Israel expande controle para 70% da Faixa de Gaza e Palestina denuncia sabotagem ao cessar-fogo
Autoridades palestinas classificaram a decisão de Israel de expandir seu controle para 70% da Faixa de Gaza como uma 'grave quebra dos fundamentos do cessar-fogo' e uma sabotagem aos esforços internacionais para encerrar a agressão. O Ministério das Relações Exteriores da Palestina pediu intervenção imediata dos Estados Unidos e outros mediadores para conter os ataques israelenses, que já resultaram em mais de mil mortes durante o suposto cessar-fogo. Benjamin Netanyahu ordenou às Forças Armadas de Israel (IDF) que avancem sobre novas áreas, agravando a crise humanitária na região.
Expansão militar e reações internacionais
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, anunciou na quinta-feira (28/05) que ordenou às Forças Armadas de Israel (IDF) a tomada de mais áreas na Faixa de Gaza, elevando o controle de 50% para 70%. Em discurso proferido em um assentamento na Cisjordânia ocupada, Netanyahu afirmou que a expansão continuará: 'Estamos pressionando-os (o Hamas) por todos os lados. Lidaremos com os remanescentes'. A medida foi imediatamente condenada pela chancelaria palestina, que a classificou como uma 'violação da visão do presidente Trump' e uma 'sabotagem deliberada dos esforços internacionais' para pôr fim à agressão e evitar o deslocamento forçado de civis.
Crise humanitária e restrições à ajuda
A expansão do controle israelense ocorre em meio a uma grave crise humanitária na Faixa de Gaza. Segundo autoridades palestinas, mais de mil pessoas foram mortas durante o período de 'cessar-fogo', e a situação se agravou com o fechamento de passagens e severas restrições à entrada de ajuda humanitária. A chancelaria palestina alertou para o 'agravamento da catástrofe humanitária' e pediu medidas urgentes para conter os ataques e garantir o acesso a suprimentos essenciais. As forças israelenses também demoliram uma casa na vila de al-Dirat, a leste de Yatta, ao sul de Hebron, intensificando as tensões na Cisjordânia ocupada.