Mãe impedida de amamentar recém-nascida por falso positivo de HIV é indenizada, mas diz que valor não compensa perda
Uma mãe de Anápolis (GO) foi impedida de amamentar a filha recém-nascida após teste rápido dar falso positivo para HIV. O Hospital Santa Casa de Misericórdia de Anápolis adotou protocolos sanitários, mas a mulher entrou na Justiça e foi indenizada. Ela afirma que nenhum valor compensa a perda do momento de amamentação.
Caso ocorreu em novembro de 2024
O caso aconteceu em 16 de novembro de 2024, quando a mulher deu entrada em trabalho de parto na Santa Casa de Misericórdia de Anápolis. Ela foi submetida a dois testes rápidos para HIV, ambos com resultado reagente para o vírus. Devido ao diagnóstico, a equipe médica impediu a amamentação e realizou parto cesáreo. A mãe relatou que nunca havia testado positivo para HIV antes e que o marido também não era soropositivo, o que gerou choque e questionamentos sobre como teria contraído o vírus.
Hospital segue protocolos e respeita decisão judicial
Em nota, a Santa Casa de Misericórdia de Anápolis informou que respeita as decisões judiciais e que, diante de um resultado inicialmente reagente para HIV, a equipe assistencial adotou todas as medidas preventivas previstas pelos protocolos sanitários vigentes. A instituição não detalhou os motivos do falso positivo, mas reforçou que agiu conforme as diretrizes de segurança.
Indenização não compensa perda emocional, diz mãe
A mãe afirmou que, apesar da indenização judicial, nenhum valor é suficiente para compensar a perda do momento de amamentação. 'Independentemente se for mil, dois mil, 50 mil, até 200 mil... não vai trazer a amamentação de volta, não vai trazer o momento que eu perdi com a minha filha', declarou à TV Anhanguera. Ela destacou a ansiedade e a frustração de não poder vivenciar a experiência da amamentação logo após o nascimento da criança.