Advogados responsabilizam startups de IA por citações jurídicas inventadas em processos judiciais
Um advogado de Louisiana pediu desculpas após submeter documentos judiciais com citações fabricadas, atribuindo o erro ao uso de um software de IA chamado Eve. Startups que vendem ferramentas de inteligência artificial para advogados enfrentam riscos crescentes devido a 'alucinações' em textos jurídicos. Casos recentes incluem sanções aplicadas a escritórios de advocacia por erros gerados por IA.
Caso em Louisiana expõe falhas em software jurídico de IA
O advogado Ross LeBlanc, sócio do escritório Dudley DeBosier, admitiu em carta ao juiz William Jorden ter utilizado o software Eve para redigir petições judiciais. LeBlanc relatou que, inicialmente, verificava as citações geradas pela IA, mas, com o tempo, deixou de fazê-lo. Em março de 2026, dois documentos submetidos ao 19º Tribunal Judicial de Baton Rouge continham trechos inventados de uma decisão judicial real, identificados pela parte contrária. O CEO da Eve, Jay Madheswaranm, afirmou que a empresa auditou o caso e confirmou que o software não gerou citações falsas, incluindo as passagens fabricadas.
Sanções e responsabilização em casos de erros por IA
Tribunais nos Estados Unidos têm aplicado sanções a advogados por submeterem documentos com erros gerados por inteligência artificial, conhecidos como 'alucinações'. Recentemente, o renomado escritório Sullivan & Cromwell pediu desculpas a um juiz federal por um equívoco semelhante. A novidade nos casos recentes é a atribuição de responsabilidade às ferramentas de IA utilizadas, com advogados nomeando explicitamente os softwares envolvidos nos erros.