Operação Fake Rice desarticula esquema de tráfico internacional de drogas 'premium' em Minas Gerais
A Polícia Federal, em conjunto com forças estaduais, deflagrou nesta quarta-feira (27) a Operação Fake Rice, que mira uma organização criminosa especializada no tráfico de drogas 'premium' como skunk e gold. O grupo atuava há pelo menos oito anos, com foco em Uberlândia e Uberaba, e movimentava substâncias vindas do Paraguai e da Colômbia. Foram cumpridos 76 mandados judiciais em cinco estados, além do bloqueio de até R$ 120 milhões em bens.
Estrutura e atuação do grupo criminoso
A organização criminosa investigada na Operação Fake Rice operava uma cadeia completa do tráfico internacional, abrangendo desde a importação até a distribuição de drogas de alto valor no mercado ilegal. Segundo a Polícia Federal, o grupo atuava principalmente nas cidades de Uberlândia e Uberaba, no Triângulo Mineiro, com uma estrutura consolidada há pelo menos oito anos. As substâncias traficadas incluíam skunk e gold, consideradas drogas 'premium', provenientes do Paraguai e da Colômbia. A operação contou com a participação de equipes da Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal e da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen).
Mandados e bloqueios financeiros
Foram cumpridos 76 mandados judiciais em cinco estados brasileiros: Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Pernambuco e Rio de Janeiro. Em Minas Gerais, 16 mandados foram executados em Uberlândia e 15 em Uberaba. Além disso, a operação incluiu cidades como Sacramento e Patos de Minas (MG), Bauru (SP), Foz do Iguaçu (PR), Porto de Galinhas (PE) e a capital fluminense. A Justiça determinou ainda o bloqueio de até R$ 120 milhões em bens e valores dos investigados, visando desmantelar a estrutura financeira da organização.
Ligações com apreensões anteriores
As investigações indicam que o grupo criminoso tinha ligações com apreensões anteriores que totalizaram 27 toneladas de drogas. A Operação Fake Rice reforça o combate ao tráfico internacional, destacando a complexidade e a abrangência das redes criminosas que operam no Brasil, especialmente em regiões estratégicas como o Triângulo Mineiro.