Milícia e facção criminosa protagonizam onda de ataques na Baixada Fluminense com cinco mortos
Polícia identifica miliciano como alvo de execução em bar de Nova Iguaçu, em ataque que deixou três mortos, incluindo dois inocentes. Investigações apontam rivalidade entre milícia e Comando Vermelho como motivação. Outros dois ataques na região deixaram mais duas vítimas fatais e oito feridos.
Alvo identificado e motivação do ataque
O alvo do atentado em um bar no bairro de Austin, Nova Iguaçu, foi identificado como Vitor da Paixão Aragão, conhecido como Vitinho da Biquinha. Segundo a Polícia Civil, Vitinho era um dos chefes de uma milícia que atuava na região e obrigava comerciantes a pagar taxas semanais. Contra ele, havia dois mandados de prisão em aberto por homicídio e crime organizado. O ataque, realizado por quatro homens encapuzados e armados com fuzis, resultou na morte de Vitinho e de duas outras pessoas sem relação com o crime: o dono do bar, Rafael Wilson de Souza, de 43 anos, e seu amigo Leonardo de Assis Ferreira, de 36 anos. A suspeita é de que os autores do atentado sejam ligados ao Comando Vermelho de Queimados, município vizinho a Austin.
Outros ataques na Baixada Fluminense
Além do atentado em Austin, a Polícia Civil investiga outro ataque ocorrido durante uma festa em comemoração ao Dia de São Jorge, na comunidade Para-Pedro, em Irajá, na Zona Norte do Rio. O tiroteio deixou um morto e quatro feridos. Nos últimos dias, cinco pessoas morreram e oito ficaram feridas em três ataques registrados no Rio e na Baixada Fluminense. As investigações indicam que a onda de violência está relacionada a disputas entre grupos criminosos, incluindo milícias e facções como o Comando Vermelho.