Cães de indígenas Warao são abandonados em abrigo em Belém
Cerca de 30 cães que viviam com famílias da etnia Warao foram deixados em situação de vulnerdade no bairro do Tapanã após a transferência dos indígenas para um novo abrigo. A prefeitura alega falta de espaço físico para abrigar os animais na nova sede em Outeiro.
Crise sanitária e abandono
Os animais enfrentam fome, sede e doenças após a desativação do abrigo no Tapanã. O número de cães no local sofreu uma redução drástica de 100 para menos de 40 devido a um surto de cinomose e parvovirose ocorrido há sete meses. Atualmente, os animais são vistos em estado debilitado, com alguns sem forças para se levantar, e os protetores voluntários relatam que estão proibidos de acessar a área interna para fornecer ração, vacinas e medicamentos.
Contexto jurídico e institucional
A transferência das 19 famílias da etnia Warao ocorreu em junho de 2026, após determinação da Justiça Federal e aplicação de multas de R$ 1 milhão cada à Prefeitura de Belém e ao Governo do Pará por descumprimento de prazos. A Comissão de Defesa dos Direitos dos Animais da OAB-PA acompanha o caso desde março e acionou a Secretaria Extraordinária de Defesa Animal (SEPDA) para exigir medidas urgentes para garantir a saúde dos animais.