Confiança do consumidor brasileiro entra em campo pessimista em abril de 2026
O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) recuou para 49,2 pontos em abril, marcando o menor patamar em 11 meses e rompendo a linha de neutralidade. A queda de 3 pontos em relação a março reflete pessimismo generalizado sobre situação financeira, emprego e expectativas futuras, influenciada pela Guerra no Irã e instabilidade econômica global.
Queda generalizada nos indicadores
Todos os componentes do ICC registraram retração em abril. O 'termômetro do presente', que avalia a percepção atual da economia, caiu de 44,1 para 39,4 pontos. O índice ligado a investimentos e consumo recuou de 50 para 45,4 pontos, enquanto o indicador de emprego atingiu 50,3 pontos. As expectativas futuras também diminuíram, passando de 65,8 para 63,6 pontos. Apenas 32% dos brasileiros acreditam que o país está no rumo certo, contra 41% em dezembro de 2025.
Impacto global e causas da retração
A queda na confiança do consumidor brasileiro acompanha um movimento global de pessimismo. Países como Estados Unidos (-2,2 pontos), Reino Unido (-2,1 pontos) e Chile (-7,5 pontos) também registraram perdas significativas. Segundo Rafael Lindemeyer, líder da Ipsos, a Guerra no Irã é apontada como o principal gatilho para a instabilidade econômica. Na América Latina, Argentina e Chile enfrentam quedas agudas, enquanto a Europa, incluindo a Alemanha (-1,8 ponto), segue a mesma tendência.
Perfil dos mais pessimistas
A pesquisa da Ipsos revela que a Geração Z e os Baby Boomers são os grupos mais pessimistas em relação ao futuro econômico. A percepção sobre a situação econômica do Brasil permaneceu estável em abril, com 31,5% classificando o cenário como 'bom', mas a deterioração em outros indicadores sugere um ambiente de 'fadiga do otimismo'.