PM que matou mulher em abordagem na Zona Leste de SP é suspensa e terá recolhimento domiciliar
A policial militar Yasmin Cursino Ferreira, de 21 anos, foi suspensa da corporação após matar Thawanna Salmázio durante uma abordagem na Zona Leste de São Paulo no dia 3 de abril. A decisão judicial determina que Yasmin fique proibida de portar arma de fogo, mantenha recolhimento domiciliar das 22h às 5h e não tenha contato com testemunhas ou familiares da vítima. O caso envolveu uma discussão após o marido de Thawanna tocar no retrovisor de uma viatura.
Detalhes da abordagem e do disparo
Thawanna Salmázio foi baleada durante uma abordagem policial em Cidade Tiradentes. Segundo imagens da câmera corporal do motorista da viatura, a discussão começou quando o marido de Thawanna tocou no retrovisor do veículo policial. A PM Yasmin Cursino Ferreira, que estava no banco do passageiro, desceu da viatura e, após uma troca de palavras, efetuou o disparo que atingiu Thawanna no peito. O soldado Weden Silva Soares, que conduzia a viatura, questionou Yasmin sobre o motivo do tiro, ao que ela respondeu que a vítima teria dado um tapa em seu rosto. Especialistas ouvidos pelo G1 classificaram a ação como uma 'briga' entre agentes e civis, não uma abordagem policial padrão.
Medidas cautelares impostas à PM
A decisão judicial, proferida pelo magistrado Antônio Carlos Ponte de Souza, determinou uma série de restrições à PM Yasmin Cursino Ferreira. Além da suspensão da corporação, ela está proibida de portar arma de fogo, manter contato com testemunhas ou familiares de Thawanna e deixar a comarca sem autorização prévia da Justiça. Também foi determinado o recolhimento domiciliar no período das 22h às 5h. A Polícia Militar informou que não comenta decisões judiciais.