China e Coreia do Sul retomam diálogo em meio a tensões na península
A China e a Coreia do Sul deram passos para recuperar o diálogo bilateral durante a visita do ministro chinês Wang Yi a Seul. O encontro ocorreu em um momento de alta tensão na península coreana e de disputa de influência entre EUA e China. O governo sul-coreano busca equilibrar sua dependência econômica da China com sua aliança militar com os Estados Unidos, enquanto a Coreia do Norte continua a realizar testes de mísseis balísticos em resposta a exercícios militares conjuntos de Washington e Seul.
Reaproximação diplomática e econômica
A visita de Wang Yi a Seul marcou o primeiro encontro de um chanceler chinês com a Coreia do Sul em cinco anos. Durante a visita, os dois países discutiram comércio, tecnologia, segurança e a situação na península coreana. A Coreia do Sul, que mantém uma relação econômica profunda com a China — sendo este seu principal parceiro comercial —, busca manter uma postura de equilíbrio frente à pressão dos EUA para limitar a transferência de tecnologia para Pequim.
Tensões na Península Coreana
Apesar do diálogo entre Pequim e Seul, a situação na península permanece tensa. A Coreia do Norte lançou mísseis balísticos de curto alcance em direção ao Mar do Leste, logo após a irmã do líder norte-coreano, Kim Yo-jong, criticar os exercícios militares conjuntos entre EUA e Coreia do Sul. O governo sul-coreano classificou os lançamentos como uma violação grave das resoluções do Conselho de Segurança da ONU.