Peru realiza último debate presidencial antes do segundo turno em meio a crise política e contestações eleitorais
Keiko Fujimori e Roberto Sánchez participaram do último debate antes do segundo turno das eleições presidenciais no Peru, marcado para 7 de junho de 2026. A votação ocorre em meio a uma grave crise política, com oito presidentes desde 2016, e mais de 15 mil contestações no primeiro turno. Fujimori, filha do ex-presidente Alberto Fujimori, liderou o primeiro turno com 17% dos votos, enquanto Sánchez, aliado do ex-presidente Pedro Castillo, obteve 12%. O Ministério Público peruano solicitou pena de prisão para Sánchez por supostas irregularidades em contribuições de campanha.
Contexto eleitoral e crise política
O Peru enfrenta uma das eleições mais turbulentas de sua história recente, com o segundo turno marcado para 7 de junho de 2026. Desde 2016, o país teve oito presidentes, a maioria destituída ou renunciante em meio a escândalos de corrupção. A instabilidade política é agravada por uma crise de segurança, com o avanço do crime organizado. O primeiro turno, realizado em 12 de abril, teve mais de 15 mil contestações devido a erros ou omissões no registro de votos, resultando em um atraso de mais de um mês para a divulgação dos resultados finais. Ao menos 106 atas de urnas foram recontadas.
Perfis dos candidatos e acusações
Keiko Fujimori, filha do ex-presidente Alberto Fujimori, disputa a Presidência pela quarta vez. Ela venceu o primeiro turno com 17% dos votos. Roberto Sánchez, candidato de esquerda e aliado do ex-presidente Pedro Castillo, obteve 12% dos votos. O Ministério Público peruano solicitou uma pena de cinco anos e quatro meses de prisão para Sánchez, alegando que ele forneceu informações falsas ao Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE) sobre contribuições de campanha entre 2018 e 2020.
Temas do debate
Durante o debate, Roberto Sánchez criticou o sistema político peruano e o papel do fujimorismo na instabilidade institucional. Ele defendeu seu projeto como representante dos trabalhadores e criticou a reestruturação do Estado sem consulta popular. Sánchez também destacou a necessidade de justiça para as vítimas dos protestos ocorridos durante o governo da ex-presidente Dina Boluarte. Keiko Fujimori, por sua vez, não teve suas falas detalhadas nas fontes, mas seu histórico político e as acusações contra seu partido foram pontos centrais de discussão.