Governo de Mato Grosso recontrata 56 profissionais demitidos do SAMU após pressão e risco de desassistência
O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) determinou a recontratação de 56 profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) em Cuiabá, demitidos em março. A decisão foi tomada após reunião com a Comissão de Saúde e representantes da categoria, visando garantir a continuidade do atendimento à população. O processo será conduzido pelas Secretarias de Saúde e de Planejamento e Gestão.
Contexto e decisão
Os 56 profissionais — 10 condutores, 22 enfermeiros e 24 técnicos de enfermagem — foram demitidos em março pelo Governo de Mato Grosso. A medida gerou protestos e pressão da categoria, além de preocupações sobre a capacidade de atendimento do SAMU na capital. Em reunião realizada nesta quinta-feira (30), no Palácio Paiaguás, o governador Otaviano Pivetta decidiu pela recontratação imediata dos servidores, embora não tenha definido uma data específica para a oficialização. Segundo o Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde de Mato Grosso (Sisma-MT), as recontratações devem ocorrer em regime de urgência.
Trâmites administrativos e reações
A Secretaria de Estado de Saúde (SES) informou que o retorno dos profissionais seguirá os trâmites administrativos, em conjunto com a Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag). O Sisma-MT classificou a decisão como uma "vitória importante", mas alertou para a fragilidade do sistema de saúde quando não há planejamento e estabilidade. "A ausência desses trabalhadores demonstrou, na prática, o quanto o SAMU depende de equipes completas e valorizadas para garantir o atendimento à população", destacou a entidade em nota.
Histórico do caso
As demissões ocorreram em março e motivaram protestos de ex-funcionários, além de uma convocação do secretário de Saúde pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) para explicar os cortes. A Comissão de Saúde também se reuniu com o Ministério da Saúde para evitar o colapso do serviço na região metropolitana de Cuiabá. A decisão de recontratar os profissionais foi vista como uma resposta às pressões e ao risco de desassistência à população.