Abelardo de la Espriella assume Presidência da Colômbia em meio a denúncias de fraude eleitoral
O ultradireitista Abelardo de la Espriella toma posse como presidente da Colômbia nesta sexta-feira (7), em cerimônia marcada por acusações de fraude eleitoral. O evento ocorre em Cali, com a presença de líderes internacionais, enquanto o ex-presidente Gustavo Petro não reconhece a vitória e convoca protestos pacíficos.
Posse e controvérsias
Abelardo de la Espriella assume a Presidência da Colômbia para o mandato 2026-2030 em cerimônia realizada na USC Arena, em Cali, capital do Vale do Cauca. O evento, programado para as 15h (horário local, 13h de Brasília), ocorre sob denúncias de fraude eleitoral feitas pelo ex-presidente Gustavo Petro, que alega manipulação de aproximadamente sete milhões de votos. Petro não comparecerá à posse e convocou a Grande Marcha Nacional, mobilização pacífica apoiada por centrais sindicais e movimentos sociais.
Presença internacional
A cerimônia contará com a participação de líderes e representantes de diversos países. Entre os confirmados estão o rei Filipe VI da Espanha; os presidentes Javier Milei (Argentina), Daniel Noboa (Equador), Santiago Peña (Paraguai), Laura Fernández (Costa Rica), José Raúl Mulino (Panamá), José Antonio Kast (Chile), Nasry Asfura (Honduras) e Luis Abinader (República Dominicana). Os Estados Unidos serão representados pelo procurador-geral interino Todd Blanche. Destaca-se ainda a presença do ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, em agenda de aproximação com governos de direita na América Latina.
Contexto político
De la Espriella, conhecido por suas posições ultradireitistas, havia manifestado interesse em realizar a posse em uma guarnição militar como homenagem às Forças Armadas. A escolha da USC Arena, no entanto, foi mantida. O novo presidente assume o cargo em um cenário de polarização, com Petro e seus aliados questionando a legitimidade do resultado eleitoral e organizando protestos em todo o país.