EUA Utilizam Bombardeiros B-52 em Sobrevoo e Ataques Contra Irã; Drones Shahed-136 Sãos Usados em Retaliação
Bombardeiros B-52 americanos sobrevoaram o espaço aéreo iraniano e foram empregados em ataques contra cadeias de suprimentos de mísseis e drones do Irã. Em resposta, a Guarda Revolucionária do Irã lançou drones Shahed-136 contra alvos, utilizando uma estratégia de volume.
Uso de Bombardeiros B-52 pelos EUA
Os Estados Unidos utilizaram bombardeiros B-52 para sobrevoar o espaço aéreo do Irã, marcando a primeira vez desde o início da guerra. Confirmado pelo Departamento de Guerra em 31 de março, o uso dessas aeronaves demonstra um enfraquecimento das defesas aéreas iranianas, segundo o The New York Times. Os B-52 serão empregados no ataque a cadeias de suprimentos que abastecem instalações de construção de mísseis, drones e navios do Irã, com o objetivo de impedir a reposição de munições. Fabricado pela Boeing, o B-52 pode voar por mais de 14 mil quilômetros sem reabastecer e transporta armas de alta precisão. Desde a década de 1950, aeronaves deste modelo participaram de diversas operações americanas, incluindo a Guerra do Vietnã e missões contra o Estado Islâmico.
Drones Shahed-136 no Conflito
Poucas horas após mísseis americanos e israelenses atingirem Teerã em 28 de fevereiro, a Guarda Revolucionária do Irã lançou baterias retaliatórias com drones Shahed-136. Estes drones, baratos e de fácil produção, custam entre US$ 20 mil e US$ 50 mil. A estratégia iraniana aposta no volume, disparando grandes enxames simultaneamente para saturar defesas aéreas. Mais de mil aeronaves deste tipo foram lançadas pelo Irã em duas semanas. Os Shahed-136 voam lento em trajetórias irregulares, dificultando a detecção, e atingiram alvos como data centers, infraestrutura energética, aeroportos e bases navais. O custo de um único míssil de defesa aérea, como o Patriot (US$ 1,3 milhão a US$ 4 milhões), seria suficiente para financiar pelo menos 115 drones iranianos.