OMS pede cessar-fogo no Congo para conter avanço do ebola em meio a conflitos armados; Uganda fecha fronteira
A Organização Mundial da Saúde (OMS) solicitou um cessar-fogo imediato no leste da República Democrática do Congo para conter o surto de ebola, agravado por conflitos armados e deslocamento populacional. A variante Bundibugyo do vírus, sem vacina ou tratamento aprovado, já registra mais de 900 casos suspeitos e 200 mortes. Crianças representam um quarto das vítimas fatais. Uganda fechou sua fronteira com o Congo em resposta à crise.
Emergência internacional e impacto humanitário
A OMS declarou emergência internacional devido ao surto da variante Bundibugyo do ebola, que não possui vacina ou tratamento aprovados. O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, destacou que o ritmo de disseminação supera os esforços de resposta, exacerbado pela falta de confiança da população e pela continuidade dos bombardeios na região. As províncias de Ituri, Kivu do Norte e Kivu do Sul são as mais afetadas, com grupos rebeldes como o M23 e a Alliance Fleuve Congo controlando áreas críticas.
Medidas de contenção e desafios
A ONG Save the Children alertou que crianças representam 25% das mortes confirmadas por ebola, reforçando a necessidade de medidas preventivas urgentes. Uganda fechou sua fronteira com o Congo para evitar a propagação do vírus. Centros de recepção e trânsito na região de West Nile, em Uganda, operam acima da capacidade devido ao fluxo de refugiados. A OMS planeja uma visita de Tedros Adhanom Ghebreyesus à região para avaliar a situação in loco.