Países Bálticos intensificam preparo civil e militar diante de ameaças russas
Diante do cenário de instabilidade na Europa e da proximidade com a Rússia, os países bálticos (Estônia, Letônia e Lituânia) têm reforçado significativamente seus gastos com defesa e a preparação de suas populações. A Estônia, por exemplo, planeja destinar 5,4% de seu PIB para defesa em 2026, enquanto a Lituânia já ultrapassa a marca de 5% de investimento militar. Além de sirenes e sistemas de alerta por celular, os governos locais investem em abrigos e educação sobre resiliência para garantir que a sociedade não seja paralisada por pânico em caso de crises ou conflitos reais.
Contexto de Segurança na Europa
A invasão da Ucrânia em 2022 reacendeu memórias históricas de dominação russa sobre os países bálticos, que só recuperaram a independência em 1991. Em resposta, esses países — membros da Otan — aceleraram a modernização de infraestruturas de segurança. O objetivo não é prever uma guerra imediata, mas garantir que a sociedade esteja preparada para agir de forma autônoma e organizada diante de qualquer ameaça, transformando a preparação em um estado permanente de defesa.