Petroleiros iranianos driblam bloqueio naval dos EUA e movimentam US$ 910 milhões em petróleo
Pelo menos 34 petroleiros ligados ao Irã burlaram o bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos no Golfo de Omã e no Mar Arábico, movimentando 10,7 milhões de barris de petróleo bruto, equivalente a US$ 910 milhões. O governo americano alega que a operação visa pressionar Teerã por um acordo de paz, mas dados da Vortexa revelam eficácia limitada da medida. O Estreito de Ormuz permanece fechado pelas forças iranianas, impactando o comércio global de petróleo.
Bloqueio naval e impacto econômico
Segundo relatório da empresa de rastreamento de cargas Vortexa, 34 petroleiros iranianos conseguiram contornar o bloqueio naval dos EUA. Desse total, 19 embarcações saíram do Golfo de Omã, enquanto 15 entraram no golfo vindas do Mar Arábico. Seis desses navios transportavam 10,7 milhões de barris de petróleo bruto, gerando uma receita estimada em US$ 910 milhões para o Irã. A medida contrasta com declarações do presidente Donald Trump, que classificou a operação como um 'tremendo sucesso'. O Comando Central dos EUA (CENTCOM) afirmou que 28 navios foram obrigados a retornar a portos iranianos desde o início das restrições.
Contexto do conflito e medidas recentes
O bloqueio naval foi imposto em 13 de abril, inicialmente visando portos iranianos no Golfo de Omã, e ampliado em 16 de abril para embarcações em alto-mar que transportassem mercadorias consideradas estratégicas para o conflito. A ação ocorreu após ataques dos EUA e Israel ao território iraniano, que resultaram em mais de 3.400 mortes. Um cessar-fogo foi estabelecido em meados de abril, mas o Estreito de Ormuz foi fechado pelas forças iranianas, interrompendo o trânsito no ponto crítico para o comércio global de petróleo. Em 21 de abril, Trump anunciou a prorrogação do cessar-fogo por tempo indeterminado.