Rio Grande do Sul registra 31 feminicídios em 2026 e amplia monitoramento de agressores com tornozeleiras
O Rio Grande do Sul registrou 31 feminicídios nos primeiros cinco meses de 2026, superando os 30 casos do mesmo período em 2025. Como medida de proteção, o estado monitora 1,2 mil agressores com tornozeleiras eletrônicas, um aumento significativo em relação aos 300 monitorados em 2025. Desde o início do programa, nenhum feminicídio foi registrado entre vítimas monitoradas.
Aumento de casos e expansão do monitoramento
O Rio Grande do Sul registrou 31 feminicídios entre janeiro e maio de 2026, um número superior aos 30 casos ocorridos no mesmo período de 2025. Em todo o ano passado, o estado contabilizou 80 feminicídios. Para combater a violência, a Secretaria de Segurança Pública do Rio Grande do Sul (SSP-RS) ampliou o monitoramento de agressores com tornozeleiras eletrônicas, chegando a 1,2 mil dispositivos ativos em maio de 2026. Em março, o número era de 900, e em 2025, apenas 300 agressores eram monitorados. O estado possui 2 mil tornozeleiras disponíveis e planeja expandir para 3 mil nos próximos meses.
Eficiência do programa e chamamento às vítimas
A secretária-adjunta da SSP-RS, Adriana Regina da Costa, destacou a eficiência do programa de monitoramento, que desde seu início não registrou nenhum feminicídio ou tentativa de feminicídio entre as vítimas acompanhadas. Ela reforçou a importância de as vítimas denunciarem os agressores, seja por meio de delegacias especializadas, do telefone 190 da Polícia Militar ou de qualquer delegacia de polícia. "É muito importante que elas confiem no nosso sistema. Nós temos a possibilidade de ela efetuar o registro de ocorrência policial em qualquer delegacia de polícia", afirmou.