Pesquisa revela nanopartículas de cromo cancerígeno no ar de Los Angeles meses após incêndios
Estudo da Universidade da Califórnia, Davis, detectou nanopartículas de cromo hexavalente, classificado como carcinogênico, no ar de Los Angeles dois meses após incêndios florestais em Altadena e Pacific Palisades. As partículas, menores que 56 nanômetros, representam risco à saúde por sua capacidade de penetrar na corrente sanguínea.
Detalhes da pesquisa e metodologia
Pesquisadores da Universidade da Califórnia, Davis (UC Davis), liderados por Michael J. Kleeman, identificaram nanopartículas de cromo hexavalente no ar de Los Angeles após incêndios ocorridos em janeiro de 2025. O estudo, publicado na revista *Communications Earth & Environment*, coletou amostras em março do mesmo ano, durante a limpeza das áreas afetadas pelos incêndios Eaton e Palisades. Os equipamentos de amostragem foram instalados em uma caminhonete elétrica, que percorreu as zonas de limpeza em Altadena e Pacific Palisades. Segundo os autores, entre 60% e 97% do cromo encontrado nas amostras estava na forma tóxica, considerada carcinogênica por agências de saúde.
Riscos à saúde e características das partículas
As nanopartículas de cromo hexavalente detectadas possuem menos de 56 nanômetros, tamanho suficiente para atravessar membranas celulares e entrar na corrente sanguínea, representando um risco significativo à saúde. Estudos anteriores já haviam identificado cromo em cinzas de incêndios, mas em partículas maiores, entre 90 e 270 nanômetros. A pesquisa da UC Davis é pioneira ao registrar a presença de cromo em nanopartículas tão pequenas no ar externo de áreas afetadas por incêndios florestais. O cromo hexavalente, forma tóxica do metal, contrasta com a versão inofensiva comumente encontrada no solo.