UC Berkeley implementa política mais rígida para uso de IA em cursos de Direito e preserva habilidades fundamentais
A Faculdade de Direito da Universidade da Califórnia, Berkeley, adotou uma política mais restritiva para o uso de inteligência artificial (IA) por estudantes. A medida proíbe atividades como brainstorming, elaboração de esboços e revisão de textos com auxílio de IA, visando garantir que os alunos desenvolvam habilidades jurídicas essenciais. O professor Chris Hoofnagle, envolvido na elaboração da política, destacou que o objetivo é formar profissionais capacitados para atuar em um cenário onde a IA é uma ferramenta, mas não substitui competências fundamentais.
Detalhes da nova política de IA em Berkeley
A nova política da UC Berkeley Law School, que entra em vigor no verão de 2026, proíbe o uso de IA em atividades como conceituação, elaboração de esboços, redação, revisão, edição, tradução e em situações de exames. A medida foi aprovada por votação entre os professores, embora instrutores possam adotar exceções em casos específicos, como em cursos focados em IA. Segundo o professor Chris Hoofnagle, a política anterior, de 2023, era considerada 'muito liberal', permitindo o uso de IA até mesmo para brainstorming, como a escolha de temas para trabalhos. Hoofnagle ressaltou que os avanços em modelos de IA generativa, capazes de produzir textos completos, exigiram uma revisão das regras para evitar dependência excessiva da tecnologia.
Objetivos pedagógicos e preocupações com habilidades fundamentais
O principal objetivo da política é assegurar que estudantes do primeiro ano de Direito desenvolvam habilidades básicas, como a leitura e análise de casos jurídicos, além da capacidade de escrever de forma coerente. Hoofnagle enfatizou que, embora a IA seja uma ferramenta valiosa, seu uso indiscriminado pode comprometer o aprendizado de competências essenciais para a prática jurídica. A medida reflete uma preocupação crescente em instituições de ensino sobre o equilíbrio entre a adoção de tecnologias emergentes e a preservação de habilidades tradicionais. A política também busca preparar os alunos para um mercado de trabalho onde a IA será cada vez mais presente, mas não substituirá a necessidade de pensamento crítico e análise jurídica.