JPMorgan prevê queda de 60% nas ações da Tesla até o final de 2026 devido a estoque recorde de veículos não vendidos
A JPMorgan reiterou sua recomendação de "Underweight" para as ações da Tesla, com um preço-alvo de US$ 145 até o final de 2026, o que representa uma queda projetada de 60%. A justificativa principal para a visão pessimista é o aumento para níveis recordes de veículos não vendidos da montadora no primeiro trimestre de 2026.
Estoques recordes e entregas abaixo do esperado
A Tesla divulgou um relatório de entregas do primeiro trimestre de 2026 que ficou 4% abaixo do consenso dos analistas e 7% abaixo da previsão da própria JPMorgan. A empresa vendeu 358.000 veículos no período. A produção da Tesla superou a entrega em 50.363 veículos no primeiro trimestre, indicando um acúmulo de estoque maior do que em qualquer trimestre anterior. Essa situação agrava os problemas de fluxo de caixa livre da empresa. As vendas mais recentes da Tesla também ficaram aquém da estimativa de 345.000 entregas da UBS, que manteve uma recomendação de "Sell" para as ações da Tesla em 19 de março.
Desconexão entre preço das ações e desempenho
O analista Ryan Brinkman observou que a produção da Tesla aumentou 80% desde o primeiro trimestre de 2023, enquanto a empresa está vendendo 15% menos carros no mesmo período. Apesar de os volumes de entrega terem atingido o pico no início de junho de 2022, o preço das ações da Tesla subiu cerca de 50% desde então. Essa discrepância sugere que o mercado precifica uma narrativa futura, com investidores apostando em iniciativas como robotáxis e robótica humanoide, enquanto as vendas de carros diminuem. A JPMorgan aconselha cautela aos investidores da Tesla.