Ex-consultora de gestão relata mais viés de gênero em atividades outdoor do que na área corporativa
Sunny Stroeer, que deixou a consultoria Bain para se tornar atleta de aventura, afirma ter enfrentado mais preconceito explícito com base em gênero no mundo outdoor. Ela destacou a diferença na forma como era abordada em comparação com homens durante escaladas, com perguntas sobre a ausência de maridos ou guias e questionamentos sobre sua capacidade e segurança.
Viés de gênero em expedições
Sunny Stroeer, que trabalhou na Bain, relatou que ao escalar o Aconcágua, uma das montanhas mais altas do mundo, individualmente, percebeu uma diferença significativa no tratamento em relação aos homens que também estavam na escalada. Ela mencionou ser constantemente questionada sobre a presença de seu marido, guia ou parceiro, e sobre sua certeza em realizar a atividade, recebendo comentários sobre o perigo envolvido. Segundo Stroeer, essa inequidade explícita e estereótipos de gênero eram mais evidentes no ambiente outdoor do que em sua experiência anterior na consultoria corporativa.
Carreira no outdoor e promoção da equidade
Após deixar a consultoria em 2015, Stroeer construiu uma carreira no setor de atividades ao ar livre, estabelecendo recordes em montanhas e administrando empresas de guia. Ela lidera expedições exclusivamente femininas e é diretora executiva da Alliance for Gender Equity in Outdoor Adventure (GEA Alliance), que oferece um programa de bolsas para apoiar mulheres em projetos de montanhismo e aventuras ao ar livre. A participação de mulheres em atividades outdoor tem aumentado, com mais da metade das mulheres americanas participando de recreação ao ar livre em 2023, de acordo com a Outdoor Industry Association.