Live Nation e Ticketmaster Condenadas por Monopólio de Mercado de Shows nos EUA
Um júri federal dos EUA declarou a Live Nation e sua subsidiária Ticketmaster culpadas de manter um monopólio prejudicial no mercado de grandes casas de espetáculo. A decisão, anunciada em 15 de abril de 2026, resulta de um processo movido por dezenas de estados americanos e o Distrito de Columbia.
Veredito e Próximas Etapas
O júri determinou que a Live Nation Entertainment, que opera, agenda eventos ou possui participação acionária em centenas de casas de shows, e a Ticketmaster, a maior plataforma de venda de ingressos do mundo, agiram de forma a prejudicar a concorrência. O advogado Jeffrey Kessler, que representou os estados, classificou o dia como "um grande dia para a legislação antitruste". As equipes jurídicas de ambas as partes, juntamente com o governo federal, deverão apresentar até o final da próxima semana uma proposta conjunta para o cronograma das próximas etapas do processo, incluindo a definição de punições. A decisão pode acarretar em multas de centenas de milhões de dólares para as empresas.
Testemunhos e Mensagens Internas Revelam Práticas
Durante o julgamento, o CEO da Live Nation, Michael Rapino, testemunhou e atribuiu o caos na venda de ingressos da turnê de Taylor Swift em 2022 a um ataque cibernético. Mensagens internas de um funcionário da empresa, Benjamin Baker, que hoje ocupa um cargo executivo na área de ingressos, foram apresentadas. Nelas, o funcionário classificava alguns preços como "absurdos", chamava clientes de "muito estúpidos" e afirmava que a companhia estava "roubando-os descaradamente". Baker descreveu as mensagens como "muito imaturas e inaceitáveis" em seu depoimento.