Hezbollah nega responsabilidade por ataque que matou militar francês da ONU no Líbano
O Hezbollah negou envolvimento no ataque ocorrido no sul do Líbano que resultou na morte de um soldado francês da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Unifil) e deixou outros três feridos. O incidente ocorreu durante uma operação de remoção de artefatos explosivos, em meio a uma trégua de dez dias entre Israel e Líbano.
Detalhes do ataque e investigação
O ataque aconteceu na manhã de sábado (18/04) no sul do Líbano, durante uma operação da Unifil para remover artefatos explosivos. O sargento-chefe Florian Montorio, do 17º Regimento de Engenharia Paraquedista de Montauban, foi identificado como a vítima fatal. Outros três militares franceses ficaram feridos. O presidente francês, Emmanuel Macron, apontou o Hezbollah como principal suspeito, enquanto a própria Unifil indicou um 'agente não estatal' como provável responsável. O Hezbollah, por meio de sua emissora al-Manar TV, negou as acusações e criticou a rapidez em culpá-lo, destacando que as mesmas partes se calam diante de ataques israelenses contra a Unifil. A Unifil e o primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, abriram investigações e condenaram o ataque.
Contexto da trégua e tensões regionais
O incidente ocorre durante uma trégua de dez dias acordada entre Israel e Líbano na última quinta-feira (16/04). O Hezbollah, em seu comunicado, afirmou estar 'surpreso pelas posições que se apressaram para acusar indiscriminadamente', sugerindo um clima de tensão e desconfiança na região. A Unifil, força de paz da ONU, atua no sul do Líbano desde 1978 para monitorar o cessar-fogo entre Israel e Líbano.