Especialista sugere estratégias para equilibrar a dopamina e reduzir a dependência de estímulos digitais
A psiquiatra Anna Lembke, da Universidade de Stanford, identifica que o excesso de estímulos digitais satura o sistema de recompensas do cérebro. Para reequilibrar a dopamina, ela sugere três ações: fazer pausas das telas para restabelecer as vias de recompensa; criar um intervalo entre o desejo e o consumo (como retirar o celular do quarto ou usar o modo de escala de cinza); e 'enfrentar a dor', realizando tarefas difíceis antes de buscar recompensas, o que ajuda o cérebro a processar satisfações de forma mais saudável.
O desafio da dopamina digital
Em um mundo saturado por notificações e recompensas imediatas, o cérebro pode se tornar dependente de 'drogas digitais'. A psiquiatra Anna Lembke explica que a dopamina é um neurotransmissor ligado à antecipação de recompensas. Quando o uso de tecnologia é constante, o cérebro se acostuma com níveis altos de estímulo, tornando recompensas simples do cotidiano menos satisfatórias.
Três passos para o equilíbrio
Para combater esse ciclo, a especialista propõe medidas práticas: 1. Pausa das telas: Afastar-se dos dispositivos por períodos determinados ajuda o cérebro a recalibrar. 2. Criação de barreiras: Reduzir a acessibilidade ao celular, como desativar notificações ou remover aplicativos viciantes. 3. Enfrentar o esforço: Ao realizar tarefas desafiadoras antes de buscar prazer, o indivíduo 'paga antecipadamente' pelo esforço, permitindo que a recompensa posterior seja processada de forma mais equilibrada pelo sistema nervoso.