Justiça argentina confirma confisco de bens de Cristina Kirchner e mantém condenação por corrupção
Tribunal de recursos da Argentina rejeitou recurso da defesa e manteve a decisão de confiscar bens da ex-presidente Cristina Kirchner, condenada a seis anos de prisão por fraude em obras públicas. A corte também determinou o pagamento de indenização de US$ 500 milhões. Kirchner cumpre pena em prisão domiciliar e foi proibida de exercer cargos públicos.
Contexto da condenação
Cristina Kirchner foi condenada em 2022 por um esquema de fraude envolvendo o direcionamento de obras rodoviárias públicas na Patagônia para empresas ligadas ao empresário Lázaro Báez durante seu mandato como presidente (2007-2015). O Ministério Público havia solicitado inicialmente uma pena de 12 anos, mas a condenação foi reduzida para seis anos de prisão. A ex-presidente cumpre a pena em prisão domiciliar, em um apartamento em Buenos Aires, e continua liderando o partido peronista Justicialista.
Transferência de propriedades e indenização
Segundo o jornal La Nación, Kirchner transferiu diversas propriedades, incluindo hotéis e apartamentos no sul da Argentina, para seus filhos como adiantamento de herança. A Justiça argentina determinou que ela e outros condenados paguem cerca de US$ 500 milhões em indenizações. A defesa da ex-presidente contestou a decisão, mas o tribunal de recursos manteve a determinação.
Detalhes do caso de corrupção
O julgamento, iniciado em maio de 2019, investigou o direcionamento e superfaturamento na concessão de obras públicas na província de Santa Cruz, reduto político da família Kirchner. Promotores alegaram que empresas de Lázaro Báez foram favorecidas, e parte do dinheiro desviado teria retornado à família Kirchner. Especialistas apontam que muitas das obras contratadas não foram concluídas.