China e Rússia reforçam aliança estratégica contra EUA em guerra, IA e tecnologia militar
China e Rússia assinaram um documento de 47 páginas criticando a atuação dos EUA no cenário global e defendendo maior cooperação em inteligência artificial, tecnologia militar e defesa espacial. O manifesto surge após declarações de Donald Trump sobre um sistema de defesa global inspirado no 'Domo de Ferro' de Israel. Especialistas apontam que a visita de Vladimir Putin a Xi Jinping teve como objetivo enviar um recado político aos Estados Unidos, destacando a oposição conjunta a sanções econômicas e à influência americana na Ucrânia.
Cooperação em inteligência artificial e tecnologia militar
O documento assinado por Xi Jinping e Vladimir Putin prevê a ampliação da cooperação entre China e Rússia em tecnologias militares e inteligência artificial. A medida ocorre em um contexto de disputa tecnológica com os Estados Unidos, que recentemente restringiram a venda de chips avançados para empresas chinesas. Pequim afirmou que pretende acelerar o desenvolvimento de sua própria tecnologia de IA em parceria com Moscou, buscando reduzir a dependência de componentes americanos.
Críticas à militarização do espaço e ao sistema de defesa dos EUA
O manifesto conjunto condena a militarização do espaço e critica o projeto americano de um sistema de defesa global inspirado no 'Domo de Ferro' de Israel, que utilizaria satélites para interceptar mísseis. Segundo analistas, chineses e russos enxergam a iniciativa como uma ameaça ao equilíbrio nuclear entre as potências. A declaração reforça a posição de ambos os países contra a expansão da influência militar dos EUA no espaço.
Posicionamento sobre a guerra na Ucrânia e sanções econômicas
O documento também aborda a guerra na Ucrânia, defendendo negociações diplomáticas e criticando as sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos e seus aliados. China e Rússia reforçam a oposição à influência americana no conflito e destacam a necessidade de uma abordagem alternativa para a resolução da crise. Analistas avaliam que a visita de Putin a Pequim fortaleceu a posição de Xi Jinping como líder de uma aliança estratégica contra o Ocidente.