Nike enfrenta queda de 70% no valor das ações e inicia estratégia de recuperação sob comando de Elliott Hill
A Nike registra queda de 70% no valor de suas ações desde o pico de novembro de 2021, com uma desvalorização de 30% apenas em 2026. Sob a liderança do CEO Elliott Hill, a empresa busca uma recuperação focada em inovação de produtos, reparação de relações com parceiros e retorno às raízes esportivas, mas os resultados ainda são lentos.
Queda histórica e estratégia de recuperação
As ações da Nike despencaram 70% desde o pico registrado em novembro de 2021, com uma queda adicional de 30% apenas em 2026. O CEO Elliott Hill, veterano da empresa recontratado em 2024, lidera uma estratégia de recuperação que prioriza o retorno ao foco esportivo, a reparação de relações com parceiros comerciais e a inovação em produtos, em detrimento de iniciativas digitais. Analistas comparam a situação da Nike a uma recuperação de lesão: 'Se você tem 10 anos e quebra a perna, se cura em um mês. Se tem 40, leva muito mais tempo', afirmou Sam Poser, analista da Williams Trading.
Erros estratégicos e legado de John Donahoe
A gestão de John Donahoe, CEO da Nike entre 2020 e 2024, é apontada como uma das principais causas dos problemas atuais. Ex-executivo da eBay, Donahoe implementou mudanças que, segundo o consultor Matt Powell, fundador da Spurwink River, 'na maioria, não funcionaram'. Antes da pandemia, a Nike crescia a dois dígitos na China e colhia os frutos da aposta em Colin Kaepernick, mas a estratégia de priorizar o e-commerce e as vendas diretas ao consumidor (DTC) gerou atritos com parceiros e afastou a marca de suas raízes no marketing esportivo de base.