Viagens em jatos particulares batem recorde em 2026 com crescimento de 4% e revelam novos hábitos dos ultra-ricos
O número de voos em jatos particulares atingiu 3,9 milhões em 2025, um aumento de 4% em relação ao ano anterior, segundo dados da WingX. O crescimento reflete a mobilidade crescente dos ultra-ricos, que gastaram quase US$ 30 bilhões em jatos e iates no ano passado. Rotas como Jeddah-Riyadh, na Arábia Saudita, registraram alta de 269% em 2025, enquanto destinos tradicionais, como Nova York-Nantucket, também mantêm demanda elevada.
Novos padrões de consumo e rotas em alta
O mercado de jatos particulares registrou 3,9 milhões de voos em 2025, um crescimento de 4% em comparação com o ano anterior, conforme relatório da WingX. A tendência se mantém em 2026, com aumento de mais de 4% no acumulado do ano. Segundo a Altrata, os ultra-ricos (com patrimônio acima de US$ 30 milhões) gastaram cerca de US$ 30 bilhões em jatos e iates em 2024, evidenciando a expansão desse segmento. Rotas emergentes, como Jeddah-Riyadh na Arábia Saudita, tiveram um salto de 269% em voos privados em 2025, refletindo o crescimento econômico do país. Destinos consolidados, como Nova York-Nantucket, também registram alta demanda, impulsionada pela prática dos milionários de dividir o tempo entre múltiplas residências. Ian Moore, diretor comercial da VistaJet, destacou que a mobilidade global dos clientes está redefinindo o mercado: "Vemos a riqueza global se tornando cada vez mais móvel, com clientes vivendo em várias cidades e continentes."
Modelos de negócios e perfil dos passageiros
O perfil dos usuários de jatos particulares está mudando. Em vez de adquirir aeronaves próprias, muitos optam por modelos de fretamento, como os oferecidos pela NetJets, Flexjet e VistaJet. Esses serviços, que incluem propriedade fracionada e assinaturas, tornam o acesso mais flexível e discreto, especialmente em um contexto onde o rastreamento de voos privados se tornou comum. Matteo Atti, CMO da Vista Global, ressaltou que o mercado não se limita mais aos "que já chegaram", mas também atrai "aqueles que estão chegando". A manutenção de um jato particular custa milhões por ano, incluindo despesas com hangar, tripulação e combustível, o que reforça a preferência por alternativas mais econômicas e práticas.